A auxiliar de panificadora, de 40 anos, presa após admitir ter ateado fogo em um colchão para expulsar um idoso que morava no local, recebeu liberdade provisória durante audiência de custódia nesta quinta-feira (29).
Na decisão, a juíza Eucelia Moreira Cassal determina que a suspeita mantenha o endereço atualizado, compareça mensalmente em juízo e não se ausente de Campo Grande. O alvará de soltura foi expedido, e a mulher, liberada.
Ao Midiamax, a assessora jurídica Valéria Alves dos Santos apresentou uma nova versão sobre o caso. Ela afirmou que a auxiliar de panificadora é inocente e, no momento da prisão, mentiu para proteger o idoso. A nova explicação contraria o depoimento prestado pela suspeita no momento da prisão.
Segundo a versão apresentada pela defesa, o idoso morava sozinho na casa, localizada no Jardim Centenário. Ele tem problemas com álcool e teria ateado fogo para não deixar a casa, que pertence a outra pessoa.
De acordo com a defesa, para que o idoso não fosse preso, a suspeita teria admitido a culpa pelo incêndio e inventado que ateou fogo no colchão no intuito de fazer com que ele deixasse o imóvel.
“Eu posso afirmar que ela é inocente e só quis proteger o idoso. Para não deixar o local, ele colocou fogo. Todo mundo sabe a verdade. Se a Justiça não acreditasse nessa versão, não teria liberado ela”, defende.

Relembre o caso
A ocorrência foi atendida por uma equipe do 10º BPM (Batalhão da Polícia Militar). No local, enquanto os militares conversavam com os bombeiros, a mulher apareceu e se apresentou como responsável pelo incêndio. Em seguida, o marido dela chegou bastante agitado e agressivo, passando a exigir, aos gritos, que a equipe liberasse a esposa.
O homem também teria desafiado os militares para um confronto físico e afirmado que ele seria o verdadeiro autor do incêndio, além de chamar os policiais de “porcos”. Ele foi encaminhado para a delegacia, mas foi liberado.
Já a mulher foi presa em flagrante. Ela passou por audiência de custódia nesta quinta-feira e foi liberada.
Idoso teria invadido o local
Nesta quinta-feira, uma testemunha contou que o idoso invadiu o local há alguns meses. Segundo o relato, o proprietário descobriu a invasão, mas permitiu que o homem permanecesse no local temporariamente, até conseguir se estabilizar.
A autorização seria por um período de dois a três meses. Durante esse tempo, o idoso, que apresenta problemas relacionados ao consumo de álcool, gritava dentro da casa e chegou a sair nu na rua.
Há pouco tempo, o casal, envolvido na confusão, teria demonstrado interesse no imóvel, mas o idoso se recusou a deixar o local. Na terça-feira (27), a auxiliar de panificadora chegou a confirmar essa versão, assim como a autoria do incêndio, mas, depois, negou os fatos.
✅ Siga o Jornal Midiamax nas redes sociais
Você também pode acompanhar as últimas notícias e atualizações do Jornal Midiamax direto das redes sociais. Siga nossos perfis nas redes que você mais usa. 👇
É fácil! 😉 Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
💬 Fique atualizado com o melhor do jornalismo local e participe das nossas coberturas!
(Revisão: Dáfini Lisboa)









