Preso e mortos em confronto eram pistoleiros de facção criminosa, aponta Choque Pular para o conteúdo
Polícia

Preso e mortos em confronto eram pistoleiros de facção criminosa, aponta Choque

Caarapó vive escalada de violência após mortes ligadas à guerra de facções
Adriel Mattos, Rodrigo Santos -
Comandante do Batalhão de Choque da PMMS, major Cleyton. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

O trio que foi neutralizado no fim de semana em — município da região sul de Mato Grosso do Sul — exercia a função de sicários, ou seja, matadores de aluguel. Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (13), o BPChq-PMMS (Batalhão de Choque de Polícia Militar de MS) confirmou que os criminosos eram de facção, mas não se sabe ainda a qual eram filiados.

Na quinta-feira (9), um suspeito foi preso com uma pistola calibre 9 mm, supostamente usada em outros crimes. Na sexta-feira (10), Irineu Aguajo Lescano, de 43 anos, morreu em confronto. No sábado (11), Gabriel Henrique da Silva Claro Benites, de 21 anos, também morreu em confronto.

“Confronto é uma alternativa do criminoso, se ele escolher essa alternativa, os nossos policiais são treinados para revidar a injusta agressão”, afirmou o comandante do Choque, major Cleyton da Silva Santos.

O comandante explicou ainda que toda ação que resulte em morte por confronto é devidamente investigada, tanto os atos dos policiais como dos suspeitos.

“O confronto não é o resultado esperado, mas é aceitável porque o cidadão de bem está sendo protegido, o policial está saindo vivo e o criminoso é um insurgente que tenta subjugar a comunidade e afrontar o Estado”, pontuou.

Os policiais constataram que Lescano era o mentor dos assassinatos encomendados, enquanto os outros dois executavam os crimes. Questionado sobre a guerra de facções na cidade, major Cleyton disse que os agentes não fazem distinção das siglas.

“Não temos preocupação com sigla, porque onde houver criminalidade, nós vamos. Independentemente de ser PCC [Primeiro Comando da Capital], CV [Comando Vermelho] ou qualquer outra facção”, frisou.

Dias violentos em Caarapó

O BPChq foi chamado a Caarapó a pedido do batalhão local, por conta da escalada da violência na cidade. Uma possível disputa entre facções seria o motivo de uma série de execuções e mortes em confronto.

O caso mais recente foi no sábado, quando Gabriel Claro Benites resistiu à abordagem, atirou e acabou morto. Com eles, estava uma pistola calibre 9 mm.

Na sexta-feira, Irineu Lescano também resistiu e acabou morto. Já na quinta-feira, um outro suspeito se entregou após ser abordado. Com ele, outra arma foi apreendida.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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