O Consórcio Guaicurus culpou o aumento do uso de aplicativos e até bicicletas pelos R$ 20 milhões em dívidas. O acúmulo de dívidas e falhas foi apontado pelos interventores da concessão do transporte público de Campo Grande nesta segunda-feira (6).
Em nota, as empresas afastadas da diretoria do transporte coletivo reconhecem o relatório. Contudo, mantêm os argumentos usados desde a CPI do Consórcio na Câmara de Campo Grande para justificar as falhas e dívidas.
Então, alegaram novamente que o contrato opera em desequilíbrio econômico-financeiro e que a pandemia da covid e o aumento do uso de aplicativos causaram queda do número de passageiros.
“É a ausência desse reequilíbrio que levou à situação constatada pelos interventores”, disse o Consórcio em nota.
Modais podem gerar melhoria, defendeu especialista
O aumento da concorrência de modais alternativos foi apontado como desafio para o Consórcio Guaicurus, que argumentou que o cenário negativo do transporte público foi “agravado” pelos modais.
No entanto, a concorrência com modais foi apontada como possibilidade de melhoria do transporte coletivo em Campo Grande, pois a falta de competitividade no transporte coletivo acabou tranquilizando o Consórcio Guaicurus em Campo Grande ao longo dos anos.
O apontamento é da especialista em desenvolvimento urbano Maria Lúcia Torrecilha, após oitivas na CPI que investigou o transporte público na Capital. Enquanto o único meio de transporte coletivo em Campo Grande são ônibus, as empresas do Consórcio vivem em espécie de ‘monopólio’.
“Tem que ter outros modais. Isso desafia também para eles, causa um medo, por exemplo. Eles estão tranquilos, reinam”.
Doutora em Geografia Humana, Maria concedeu entrevista exclusiva ao Midiamax em 2025 e comentou sobre o transporte público na Capital. Na ocasião, destacou que os usuários acabam indo para os aplicativos em busca de melhor atendimento e apenas quando possuem “um pouco mais de condições”.
Consórcio sustenta dificuldades financeiras
Afastado do comando do transporte coletivo, o Consórcio disse que “apesar das dificuldades, manteve as condições de segurança dos ônibus, atestadas por laudos emitidos por empresa credenciada pelo Inmetro e pelo Detran-MS”.
Além disso, questionaram a falta de conclusão de todos os corredores de ônibus e novos terminais na Capital. “Sem essa modernização, a velocidade média do sistema permaneceu baixa (cerca de 17 km/h), o que degrada a qualidade da prestação do serviço público, afasta os usuários e eleva os custos operacionais da concessionária”, disseram as empresas em nota.
Descumprimento contratual ocorre desde 2014
Apesar de preliminares, os primeiros relatórios do interventor detalharam falhas na gestão operacional da companhia decorrentes da utilização de sistemas de gestão ultrapassados, afetando o fluxo interno e a economicidade do serviço.
A frota de ônibus foi apontada como ultrapassada, demandando a estruturação de planejamento para a substituição futura dos veículos.
O advogado também destacou que os indícios de irregularidades fiscais e contratuais por parte do consórcio não são recentes.
“A gente já constatou que, desde 2014, já tinha atraso de tributos. Mas ainda é muito preliminar, a gente tem que fazer realmente todo esse histórico, levantar tudo certinho, mas parece que o descumprimento já tem há bastante tempo”, afirmou Aléxandro de Oliveira.
🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular
✅ Siga o @midiamax no Instagram
Fique por dentro de tudo que acontece em Mato Grosso do Sul, no Brasil e no mundo! No perfil do @midiamax você encontra notícias quentinhas, vídeos informativos, coberturas em tempo real e muito mais! 📰
🎁 E não para por aí! Temos sorteios, promoções e até bastidores exclusivos para você!
🔔 Clique aqui para seguir e não perder nada!
(Revisão: Dáfini Lisboa)







