O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), determinou a avaliação estrutural de pontes rodoviárias construídas há cerca de 20 anos por uma única empreiteira no Estado. O chefe do Executivo participou de café com empresários nesta sexta-feira (14), em Campo Grande.
Segundo Riedel, a medida ocorre como resposta à queda de pontes no Estado, a exemplo da estrutura sobre o Rio Taquari, no município de Coxim, que causou a morte de um motorista de caminhão.
O governo estadual considera a possibilidade de implodir as estruturas restantes caso os laudos técnicos indiquem a inviabilidade de reforço estrutural.
Segundo Riedel, a empresa em questão construiu sete pontes em Mato Grosso do Sul em gestões anteriores. Desse conjunto, três já cederam: a ponte sobre o Rio do Peixe, a ponte na rodovia MS-382 (em Guia Lopes da Laguna) e a estrutura sobre o Rio Taquari.
Para avaliar as quatro pontes remanescentes, a Agesul-MS (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) contratou uma consultoria de engenharia especializada.
O laudo técnico definirá se o Estado executará obras de reforço ou a demolição preventiva por implosão. De acordo com o governador, o diagnóstico será concluído em um prazo de um a dois meses.
Defasagem da infraestrutura e sobrepeso
O colapso das estruturas está associado ao tráfego de carga superior à capacidade original de projeto. De acordo com Riedel, a infraestrutura construída há duas décadas não suporta o peso do transporte logístico atual.
As rodovias do Estado registram a circulação de caminhões de nove eixos com cargas superiores a 100 toneladas. A queda da ponte do Rio Taquari teria sido provocada pela passagem de um veículo com sobrepeso.
Durante a conversa com empresários nesta manhã, Riedel pontuou que a substituição das estruturas danificadas pressiona os cofres municipais.
A reconstrução da ponte sobre o Rio do Peixe é estimada em R$ 13 milhões. Para a nova ponte sobre o Rio Taquari, a estimativa preliminar aponta um custo de reconstrução entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões, em função da extensão da obra.
“É um custo caríssimo para o Estado. Se a gente tiver que implodir, nós vamos implodir. Nós vamos ter que fazer essa avaliação técnica e discutir”, afirmou o governador.
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(Revisão: Nichole Munaro)









