O MPT-MS (Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul) abriu uma investigação para apurar as condições trabalhistas na obra de um supermercado que desabou no Aero Rancho e matou duas pessoas, na tarde desta sexta-feira (4). O local foi interditado devido ao risco de novo desabamento.
Agentes de inspeção do MPT-MS devem ir até ao local verificar as medidas de segurança que podem ter sido ignoradas.
O órgão ministerial instaurou uma notícia de fato para investigar as circunstâncias do acidente, mas, diante da possível ocorrência de irregularidades “relacionadas à proteção e à segurança dos trabalhadores, a Notícia de Fato foi convertida em Inquérito Civil”.
Foram adotadas as seguintes providências no âmbito do inquérito civil:
- Inspeção pelo Setor Pericial do MPT-MS no local do acidente, com o objetivo de obter mais informações sobre o ocorrido;
- Identificar eventuais medidas de segurança que possam ter sido inobservadas;
- Levantar os dados de qualificação das empresas empregadoras envolvidas.
O MPT-MS também informou que um ofício foi expedido à Inspeção do Trabalho para realização de diligência fiscal, “com máxima urgência”.
Sindicato vai prestar apoio
O Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário) de Campo Grande informou que vai prestar apoio às famílias dos trabalhadores. O presidente do sindicato, José Abelha, informou que aguarda os laudos da Polícia Civil e do Ministério Público do Trabalho que vão apurar as condições em que ocorreram o acidente.
“A partir dessas constatações, o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Campo Grande vai tomar as medidas que forem necessárias para resguardar os direitos da família dos trabalhadores vitimados”, afirma.
Área foi isolada
Dois trabalhadores, que não tiveram a identidade revelada, morreram durante o desabamento da estrutura de um supermercado que estava em construção na tarde desta sexta-feira (4), na Avenida Rachel de Queiroz, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Outros dois foram socorridos com vida.
Ainda não foi informado o que pode ter provocado o desabamento; no entanto, o cenário é considerado assustador — inclusive, o restante da estrutura que permaneceu íntegra corre o risco de ceder.
“Entramos com todo cuidado, deixamos a estrutura o mais breve possível, fizemos um resgate bem rápido para tirar eles da estrutura e a gente sair do local de forma segura. A área vai ser totalmente isolada. Mas há risco, sim, de novos desabamentos”, afirmou o tenente-médico do Corpo de Bombeiros, André Luiz Jacques.
Em imagens obtidas pela reportagem do Jornal Midiamax, é possível observar que parte da estrutura encontra-se no chão após o acidente.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







