Presa pelo Gaeco na Operação Gutenberg, deflagrada na terça-feira (8), a qual revelou esquema que desviou R$ 27 milhões em compras de livros didáticos em prefeituras de Mato Grosso do Sul, a dentista e empresária Rossana Paroschi Jafar também é ré em uma ação civil de improbidade administrativa no contexto da Operação Lama Asfáltica.
Ela é dona da Gráfica Alvorada, em que é sócia com o marido, Mirched Jafar Júnior, falecido em 2021, em decorrência de covid. Ele chegou a ser preso em uma das fases da operação, em 2017.
Uma das acusações contra a gráfica é o envolvimento em fraudes em contratos na SED (Secretaria de Estado de Educação) para fornecimento de livros didáticos. O MP apontou que a contratação ocorreu sem licitação, sob a justificativa de que a gráfica detinha a exclusividade sobre as obras.
A empresa é apontada como um dos caminhos para lavar dinheiro proveniente dos desvios de recursos públicos.
Uma das ações que cobra o ressarcimento aos cofres públicos ainda tramita na Justiça e tem Rossana como ré. Um dos apartamentos do casal, avaliado em mais de R$ 1 milhão, em Campo Grande, chegou a ser bloqueado.
Dois filhos de Rossana, a médica Olívia Paroschi Jafar e o ex-servidor comissionado na Agesul, Felipe Paroschi Jafar, também foram presos na Operação Gutenberg.
A reportagem tenta contato com a defesa de Rossana, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
Ex-prefeito, empresários e servidores

Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.
O chefe da regulação, Ed Carlo Brito Burgatt, também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em Campo Grande.
Outro núcleo familiar envolvido é formado pela dentista e dona da Clínica Ross, Rossana Paroschi Jafar, e seus filhos, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, que é comissionado na Agesul.
Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.
Também há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.
Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







