A dentista e empresária Rossana Jafar disse à polícia que as munições encontradas no banheiro de sua casa podem ser do marido, o empresário Mirched Jafar Júnior, vítima de covid-19 em 2021. Ela foi alvo de prisão na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), na terça-feira (7).
A polícia encontrou cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro do apartamento da investigada. À polícia, ela afirmou que não sabia da existência das munições e disse acreditar que poderiam pertencer a Mirched — permanecendo entre seus pertences após a mudança para o imóvel.
Ela foi presa em flagrante por posse irregular de munição de uso permitido. Consta nos autos que foi arbitrada fiança de R$ 4.863,00, mas que, até o momento, não foi paga. Ela passa por audiência de custódia na manhã de quinta-feira (9).
Entretanto, ela deve continuar presa por força da prisão preventiva da Operação Gutenberg, que apura esquema de fraude que teria desviado R$ 27 milhões de verba pública em Mato Grosso do Sul.
Além de ser proprietária da Clínica Ross, Rossana também consta como sócia na Gráfica Jafar Ltda. (CNPJ 01.828.546/0001-06), na Fox Gráfica Ltda. (CNPJ 06.135.913/0001-00) e na Gráfica e Editora Alvorada Ltda. (CNPJ 03.226.131/0001-80).
As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo.
Confira os alvos confirmados até o momento:
- Rossana Paroschi Jafar, empresária;
- Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;
- Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;
- Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
- Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
- Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
- Francisco Anizio dos Santos;
- Matheus Oliveira Peixoto;
- Joatan Gomes Peixoto;
- Paulo Rogério de Melo, empresário;
- Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
- Gabriel Taquino de Paula, advogado.
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão.
Ex-prefeito, empresários e servidores

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Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.
O chefe da regulação, Ed Carlo Brito Burgatt, também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em Campo Grande.
Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.
Ainda, há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.
Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o Governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









