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Polícia

Dentista presa em operação diz que munições podem ser de marido falecido em 2021

Gaeco cumpria mandados no apartamento da empresária quando encontrou as munições no banheiro
Fábio Oruê -
Rossana foi presa em seu apartamento, num condomínio de alto padrão, em Campo Grande. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A dentista e empresária Rossana Jafar disse à polícia que as munições encontradas no banheiro de sua casa podem ser do marido, o empresário Mirched Jafar Júnior, vítima de covid-19 em 2021. Ela foi alvo de prisão na Operação Gutenberg, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), na terça-feira (7).

A polícia encontrou cinco munições de arma calibre .38 escondidas em uma gaveta no banheiro do apartamento da investigada. À polícia, ela afirmou que não sabia da existência das munições e disse acreditar que poderiam pertencer a Mirched — permanecendo entre seus pertences após a mudança para o imóvel.

Ela foi presa em flagrante por posse irregular de munição de uso permitido. Consta nos autos que foi arbitrada fiança de R$ 4.863,00, mas que, até o momento, não foi paga. Ela passa por audiência de custódia na manhã de quinta-feira (9).

Entretanto, ela deve continuar presa por força da prisão preventiva da Operação Gutenberg, que apura esquema de fraude que teria desviado R$ 27 milhões de verba pública em Mato Grosso do Sul.

Além de ser proprietária da Clínica Ross, Rossana também consta como sócia na Gráfica Jafar Ltda. (CNPJ 01.828.546/0001-06), na Fox Gráfica Ltda. (CNPJ 06.135.913/0001-00) e na Gráfica e Editora Alvorada Ltda. (CNPJ 03.226.131/0001-80).

As investigações do Gaeco revelaram esquema que se utilizava da Central de Regulação do Estado para usar a liberação de exames e internações como moeda de troca para forçar gestores públicos a comprar livros do grupo.

Confira os alvos confirmados até o momento:

  • Rossana Paroschi Jafar, empresária;
  • Olívia Jafar, médica e filha de Rossana;
  • Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agesul e filho de Rossana;
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, ex-prefeito de Fátima do Sul e assessor parlamentar;
  • Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador de regulação de MS;
  • Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
  • Francisco Anizio dos Santos;
  • Matheus Oliveira Peixoto;
  • Joatan Gomes Peixoto;
  • Paulo Rogério de Melo, empresário;
  • Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo;
  • Gabriel Taquino de Paula, advogado.

O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo GrandeDourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Segundo o MPGO (Ministério Público de Goiás), em Abadiânia, foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e 1 mandado de busca e apreensão.

Ex-prefeito, empresários e servidores

Operação Gutenberg. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

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Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.

O chefe da regulação, Ed Carlo Brito Burgatt, também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em .

Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.

Ainda, há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.

Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o Governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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