O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (5) a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta queda consecutiva da taxa e reforça o movimento de flexibilização iniciado em março, após um longo período de juros elevados.
A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros estão altos, empréstimos, financiamentos e compras parceladas ficam mais caros, o que reduz o consumo e desacelera a economia. Já com a queda da taxa, a tendência é de crédito mais barato, favorecendo famílias e empresas.
Na prática, a redução pode beneficiar quem pretende financiar um imóvel, comprar um veículo ou contratar empréstimos. Empresas também podem encontrar condições mais favoráveis para investir, ampliar a produção e contratar trabalhadores, o que ajuda a movimentar a economia.
Apesar do corte, os juros continuam em um patamar considerado elevado. Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas, utilizado como forma de conter a alta dos preços.
Segundo o Banco Central, a redução de 0,25 ponto percentual é compatível com a estratégia de levar a inflação de volta para perto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A instituição afirma que a decisão também busca reduzir oscilações na atividade econômica e contribuir para a geração de empregos.
Desaceleração gradual
O Copom destacou que a economia brasileira dá sinais de desaceleração gradual, embora continue resiliente. O mercado de trabalho segue aquecido e os indicadores mostram comportamentos diferentes entre os diversos setores da economia.
A inflação também apresentou melhora nos últimos meses, embora ainda permaneça acima do teto da meta. O IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,06% em julho, abaixo dos 0,41% registrados em junho. No acumulado de 12 meses, o índice passou de 4,80% para 4,52%.
A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Mesmo com a desaceleração recente, o índice ainda está ligeiramente acima do limite máximo estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.
No cenário internacional, o Banco Central afirmou que continua acompanhando as incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pelas decisões de política monetária das principais economias do mundo. Segundo a instituição, esse ambiente aumenta a volatilidade dos mercados e dos preços de commodities, exigindo cautela de países emergentes como o Brasil.
O avanço no controle da inflação permitiu o início do ciclo de redução dos juros neste ano. No entanto, o Banco Central avalia que fatores externos, como o impacto da guerra sobre os preços de combustíveis e alimentos, ainda representam riscos e podem influenciar o ritmo dos próximos cortes da Selic.
* Com informações da Agência Brasil
✅ Siga o Jornal Midiamax nas redes sociais
Você também pode acompanhar as últimas notícias e atualizações do Jornal Midiamax direto das redes sociais. Siga nossos perfis nas redes que você mais usa. 👇
É fácil! 😉 Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
💬 Fique atualizado com o melhor do jornalismo local e participe das nossas coberturas!





