Sem nenhuma proposta de acordo trabalhista com a Caixa Econômica Federal, bancários de todo Mato Grosso do Sul seguem em greve nesta terça-feira (15). Conforme o SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região), a última proposta foi apresentada na sexta-feira (11) e negada pelos trabalhadores.
A greve se estende pelo sexto dia, o quarto sem atendimento ao público, em ao menos 40 agências em Mato Grosso do Sul. Os trabalhadores aguardam um novo movimento da Caixa Econômica em relação aos pedidos de negociação e às propostas enviadas pelos bancários.
Questionado sobre a greve, o SEEBCG-MS informou ao Jornal Midiamax que, até o momento, não houve nenhum posicionamento por parte da Caixa e que a greve segue em todo o Estado. Além disso, o movimento sindical aguarda a abertura de negociação com a instituição.
As negociações trabalhistas começaram em junho, mas não avançaram. Os bancários pediam reposição da inflação e ganho real de 5%, enquanto a Caixa ofereceu 0,6%. Na última proposta, a instituição registrou em ata que poderia levar a greve ao dissídio coletivo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), caso a oferta fosse rejeitada pelas assembleias.
O que diz a Caixa?
No domingo (13), a Caixa respondeu ao ofício encaminhado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e informou a reabertura da mesa de negociação coletiva com as entidades representativas dos empregados. A Confederação havia solicitado a retomada das tratativas, a manutenção da ultratividade dos instrumentos coletivos e a garantia dos direitos dos trabalhadores enquanto as negociações estivessem em andamento.
Em resposta, a Caixa afirmou reconhecer a importância da negociação coletiva e destacou que a manutenção de canais permanentes de diálogo com as entidades representativas é fundamental para a construção de soluções nas relações de trabalho.
Com a reabertura das negociações, o banco também comunicou a suspensão das medidas administrativas previstas, anunciadas anteriormente. Segundo a Caixa, a suspensão permanecerá enquanto as tratativas com as entidades representativas estiverem em andamento.
A empresa informou ainda que adotará as providências necessárias junto às Confederações para viabilizar, de forma precária e excepcional, a prorrogação dos benefícios atualmente oferecidos aos empregados. A intenção é manter as mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026 até a conclusão das negociações.
Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa, afirma que a reabertura da mesa é um passo importante, uma vez que garante a negociação de direitos dos empregados da Caixa.
“Essa retomada também é resultado da forte mobilização dos empregados, que demonstraram, com a greve, sua disposição de lutar pela manutenção de seus direitos e pressionaram a Caixa a retomar o diálogo. A Contraf-CUT sempre defendeu a negociação coletiva como caminho para construir um acordo que preserve conquistas e avance nas condições de trabalho.”
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(Revisão: Nichole Munaro)









