Conhecida por apoiar o corpo livre (movimento que promove a aceitação de todos os corpos), a influenciadora Alexandra Gurgel desabafa em entrevista: “Eu quero emagrecer […] Sempre quis emagrecer durante a minha vida toda”, admitiu.
A influenciadora e jornalista Alexandra Gurgel, de 37 anos, ganhou notoriedade por seu ativismo em defesa de um corpo feminino fora dos padrões. Fundadora do Corpo Livre, movimento que luta contra a gordofobia, Gurgel se tornou referência para muitas mulheres que contestam a opressão e repressão contra corpos de mulheres.
Além de ter iniciado o movimento, Alexandra também lançou livros, foi capa de revistas nacionais e deu palestras sobre o combate à discriminação ou aversão contra pessoas gordas.
No entanto, no domingo (26), em entrevista para a DW.Brasil, ela desabafou sobre a vontade de emagrecer.
“Eu quero emagrecer. Isso sempre foi uma questão, sempre quis emagrecer durante a minha vida toda. Eu parei de querer isso quando deixei de fazer dieta, porque pensei: vou parar de ferrar a minha cabeça. Eu não tinha alternativa, era: faça a dieta, faça isso e faça aquilo. Hoje, parece que a gente tem uma alternativa que nunca teve”, confessou.
A “luz no fim do túnel” de Adriana são as canetas emagrecedoras. A influenciadora argumenta que ela enxerga nas canetas uma possibilidade de conseguir ter uma vida melhor.
“Se tiver uma caneta que se associe comigo, com meu estilo de vida, e que eu consiga ter uma qualidade de vida melhor, por que não?” indagou a jornalista durante a entrevista.

Ainda, Gurgel comenta sobre o seu período como militante, que atualmente ela considera como desgastante e uma luta dos tempos de garota revoltada.
“Eu falava que obesidade é uma palavra gordofóbica. E eu não acho mais isso hoje. É a única coisa que eu não acho mais, que eu discordo de mim do passado. E discordo do meu tom, mas eu era uma garota revoltada e tendo atenção pela primeira vez”, revelou.
Após admitir sobre a sua vontade antiga de querer emagrecer, a influenciadora conta que teve de lidar com inúmeras críticas. Ao explicar como ela lidou com a situação, a jornalista fala que a pressão e o ódio continuam os mesmos de quando lutava contra a gordofobia.
“Eu acho que as pessoas nunca estão satisfeitas. Ou vão falar que você está “pelancuda” ou que tem que fazer cirurgia, ou que se entregaram ao padrão. E antes falavam que era apologia à obesidade”, disse.
Com a busca pelas canetas emagrecedoras e outra relação com o seu corpo, ela explica como ficará a sua atuação com a causa body positive.
“Eu enxergo que ele ainda existe. Ele só talvez não esteja tão coordenado dentro de um discurso ou de um movimento de minoria. Ele é uma realidade. A gordofobia acabou? Claro que não. As pessoas continuam sendo gordofóbicas, mas eu acredito que hoje as pessoas entendem que existe um outro lugar”, argumentou.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









