Após a morte do soldado Marcelo Pimenta, de 32 anos, em Corumbá, a 429 quilômetros de Campo Grande, atingido por um tiro de fuzil durante abordagem a criminosos, a cúpula da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) foi para a Cidade Branca.
O comandante-geral da PMMS, Renato Anjos Garnes, e a subcomandante Neidy Nunes Barbosa foram para Corumbá ainda na quarta-feira (1º), logo após coletiva em que Garnes disse que a ‘polícia estava pronta para revidar’. O Jornal Midiamax tentou falar com o comandante-geral sobre ações em Corumbá contra as facções criminosas, mas Garnes estava acompanhando o velório do soldado, dando apoio à família de Marcelo.
As equipes policiais estão em Corumbá em um cerco contra os criminosos. Um dos bandidos que atirou contra Marcelo morreu durante uma abordagem. A morte do soldado mobilizou os grupamentos especiais da PM, como Bope (Batalhão de Operações Especiais), Batalhão de Choque e DOF (Departamento de Operações de Fronteira).
Marcelo foi morto com um tiro de fuzil ao tentar abordar criminosos no tráfico de drogas. A guerra de facções entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) tem avançado pelo Estado.
O Comando Vermelho tenta ganhar território em Sonora, onde já ocorreram mortes entre membros do PCC. A polícia, na tentativa de deter o avanço da facção criminosa, desencadeou várias operações na região norte do Estado.
O governador Eduardo Riedel, em declaração nesta quarta-feira (1º), disse que mobilizou todas as forças de segurança do Estado. “Marcelo honrou seu compromisso com coragem e dedicação até o último instante. Sua partida deixa um vazio irreparável para a família, os amigos e toda a nossa segurança pública. Em respeito à memória do soldado Marcelo e por todos os sul-mato-grossenses, enfrentaremos o crime organizado com firmeza e determinação. Todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis por esse crime. Essa é uma resposta que devemos à família de Marcelo, à Polícia Militar e à sociedade”, disse Riedel nas redes sociais.
Criminoso que deu tiro de fuzil morre em abordagem
Um criminoso, identificado apenas como Everton, morreu após tentar agredir um policial. Na tarde de quarta-feira (1º), durante uma coletiva de imprensa, o comandante do 6º BPM de Corumbá, tenente-coronel Samuel, reforçou que tudo leva a crer que quem realizou o disparo de fuzil foi o passageiro que estaria no banco de trás.
“Em princípio, no primeiro ataque à casa, eles estavam em um posicionamento e, quando retornaram para o veículo, mudaram esse posicionamento. Claro que a perícia da Polícia Civil vai determinar exatamente quem estava em qual local, mas tudo leva a crer que quem estava no banco de trás e realizou o disparo no policial militar foi o Everton”, disse.
Uma mulher, companheira do criminoso morto, foi presa, apontada como responsável por manter o armamento usado no crime. Um segundo suspeito foi preso; no entanto, um terceiro está foragido. Assim, há suspeita de que ele esteja escondido na Bolívia.
“Pode ter fugido para a Bolívia, mas, com essa parceria e integração com o país vizinho, nós vamos estar realmente, de fato, buscando todas as formas de trazê-lo de volta para ser julgado pela Justiça do Brasil”, declarou o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes.
Confronto
Antes do confronto, três homens armados foram até uma casa no município de Ladário em um veículo Fiat Argo, ocasião em que atiraram contra um casal, que se escondeu em um carro blindado. O atentado foi registrado por câmeras de segurança.
Equipes do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico) do 6º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Corumbá foram acionadas e iniciaram diligências. Quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o militar está na motocicleta e é atingido pelo disparo. Ele caiu ao chão, foi socorrido pelos colegas de farda e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








