O atleta amador, de 53 anos, que precisou amputar uma perna após ser atropelado por um adolescente, de 17 anos, no Jardim Aeroporto, recebeu alta médica na tarde desta quinta-feira (16) da Santa Casa de Campo Grande. O acidente ocorreu na Avenida José Barbosa Rodrigues e completa um mês no próximo dia 21.
Inicialmente, a vítima passou por uma amputação de pé, mas devido a uma infecção precisou realizar um novo procedimento cirúrgico no dia 4 de julho com a amputação da perna.
“Ele teve uma infecção e teve que amputar mais, acima do joelho. Ele já está melhor; tinha que ter feito isso, porque, se não, a bactéria poderia causar algo pior”, informou o filho ao Jornal Midiamax na ocasião.
Relembre o caso
A vítima foi atropelada na manhã de um domingo, 21 de junho. Na ocasião, o atleta estava praticando atividade física quando foi atingido pelo carro que era conduzido por um menor de idade. A vítima é conhecida por alguns populares por sempre praticar caminhada no trecho.
Na época, testemunhas relataram que o carro estaria em alta velocidade e teria invadido a pista de caminhada. Com o impacto, a vítima foi jogada contra a grade e teve um dos pés amputados.
Horas depois, um carro foi encontrado abandonado na Avenida Quatro, no bairro Nova Campo Grande. Isso porque, após a batida, o motorista fugiu do local. No entanto, marcas de sangue, três pneus estourados, amassados na lataria e para-brisa destruído tornaram o veículo suspeito.

Já no dia 23 de junho, o adolescente apresentou-se em uma delegacia de Polícia Civil acompanhado do passageiro, de 28 anos, e da mãe. Ao Jornal Midiamax, o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, titular da 7ª DP, informou que o menor confessou o atropelamento.
Ainda, o adolescente relatou que o veículo era do seu primo e que teria pegado o carro sem autorização para ir até a casa do irmão. Já em depoimento, o menor e o seu irmão tiveram as falas semelhantes, sem ocorrer nenhuma divergência nas versões.
“Ele pegou o carro do primo; segundo ele, o primo não sabia, não tinha autorizado ele a pegar o carro, e foi até o imóvel do irmão para que eles fossem ao mercado. Ele disse que a direção ficou leve, perdeu o controle do veículo. Ele acha que estourou um dos pneus e acabou atropelando um pedestre. Em seguida, decidiu seguir, ficaram com receio de serem agredidos”, disse o delegado.

O veículo encontrado na Avenida Quatro era de fato o carro envolvido no acidente. “Decidiram seguir com o veículo que, após um quilômetro, acabou apagando. Eles desceram e foram a pé até a casa da mãe dele”, informou o delegado.
A reportagem também questionou sobre a possibilidade de o menor ter ingerido bebida alcoólica. No entanto, a informação não foi confirmada. “Zero, perguntei bastante sobre isso. Inclusive, o irmão dele diz que nem álcool faz uso. Até o momento, é que não; eles não fizeram o consumo de bebida alcoólica nem de drogas”, esclareceu.
Já a defesa do menor, representada pelo advogado Renan Fonseca, informou que agora aguarda os trâmites da Justiça. “O menor prestou depoimento e agora está à disposição da Justiça”, afirmou.

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