Aposta na polarização como estratégia eleitoral rendeu o primeiro sinal de alerta em Mato Grosso do Sul no último fim de semana. Manobra que deveria ser o ‘primeiro tiro’ da pré-campanha saiu pela culatra e expôs os riscos de qualquer passo rumo à radicalização.
Segundo quem acompanhou de perto o desenrolar dos fatos, a ideia era criar um fato grave para ganhar espaço na mídia e acirrar os ânimos entre os sul-mato-grossenses. A pauta escolhida engaja imediatamente os setores produtivos e o plano pareceu promissor.
Mas deu tudo errado.
No meio do processo, muito constrangimento dos chefes que foram obrigados a dar ‘última forma’ em verdadeira operação de guerra. Sem entender, escutaram de superiores constrangidos que não era para resolver o problema com os procedimentos padrão.
Polarização na base do absurdo
Com o desenrolar dos acontecimentos, as ligações entre agitadores insuflados e grupos político-partidários deixaram tudo explícito. Muita gente demorou a acreditar, de tão absurda que a ideia parece. Mas, é como a polarização se sustenta: na base do absurdo.
Ainda que custe o patrimônio de aliados e coloque em risco a vida de comunidade inteira que quase foi pega de surpresa como ‘bucha de canhão’ para criar o caos e acirrar o ódio entre sul-mato-grossenses.
“Graças a Deus que nos protegeu e tudo foi revelado a tempo. Podia ter virado um massacre e quem bolou essa maluquice não pensou nas nossas vidas, das nossas crianças, nem nos fazendeiros e muito menos nos policiais. Agora, está tudo na mão de Deus e temos fé de que tudo será revelado”, diz liderança.
Mesmo que nada seja investigado, ou que as investigações sobre as responsabilidades não cheguem a lugar algum, autoridades avaliam que o episódio deve servir de lição. “Este é um caminho perigoso, sem volta e totalmente fora do que o eleitorado de MS quer”, avalia estrategista eleitoral.
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