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Transparência

Presos por desvios de R$ 27 milhões em MS, médica e dono de bar entram com habeas corpus

Operação Gutenberg revelou esquema que fazia 'balcão de negócios' na regulação estadual de saúde
Gabriel Maymone -
Presos na Operação Gutenberg passaram por audiência de custódia na quarta-feira. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Dois investigados presos na Operação Gutenberg — deflagrada na terça-feira (7) —, responsável por revelar esquema que desviou R$ 27 milhões da educação em cidades de Mato Grosso do Sul, entraram com pedido de liberdade (habeas corpus).

Conforme o Diário da Justiça, a médica Olívia Paroschi Jafar e o empresário Paulo Rogério de Melo, dono de bar e garagem em , foram os primeiros a entrar com habeas corpus.

No sábado, a empresária Jéssyca Duarte Bugartt já havia conseguido a prisão domiciliar, concedida devido ao fato de ter filho em fase de amamentação.

Confira os presos na Operação Gutenberg:

  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.
  • Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
  • Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
  • Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
  • Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
  • Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
  • Joatan Gomes Peixoto – empresário;
  • Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
  • Francisco Anízio dos Santos – empresário;
  • Douglas Henrique de Melo – empresário;
  • Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
  • Gabriel Taquino de Paula – advogado;

Outros dois investigados continuam foragidos. Um deles é Giovanni Paroschi Jafar, no núcleo familiar das gráficas Jafar. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu na terça (7) Rossana Paroschi Jafar e os filhos Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar.

Giovanni é sócio da gráfica Bold Tech Ltda. (CNPJ 15.508.499/0001-10), de layout e comunicação visual, e da empresa Nerd Lab Tecnologia e Comunicação Digital Ltda. (CNPJ 38.294.077/0001-94).

O outro empresário considerado foragido é Heyder Bartz, que é proprietário de uma editora de livros, a Superconteúdo Digital (CNPJ 49.113.607/0001-77), além da Morar Investimentos Ltda. (CNPJ 41.577.999/0001-13).

Operação apreendeu R$ 3 milhões em cheques

Gaeco apreendeu mais de R$ 200 mil em espécie. (Divulgação, Gaeco)

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O Gaeco apreendeu R$ 3 milhões em cheques e mais de R$ 200 mil em espécie, durante a Operação Gutenberg.

Conforme balanço apresentado pelo MP ao Jornal Midiamax, foram cumpridos 14 mandados de prisão — outros dois continuam em aberto, que são de dois empresários considerados já como foragidos da Justiça.

Durante as buscas, três flagrantes de posse ilegal de arma de fogo foram feitos. No total, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão.

A Operação Gutenberg revelou esquema que desviou R$ 27 milhões na compra de livros feita após ‘pressão’ do grupo criminoso, que se utilizava do coordenador da regulação de saúde, Ed Carlo — já exonerado do cargo — para liberar exames e procedimentos de saúde como ‘moeda de troca’ com gestores públicos.

O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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