A Corte Especial publicou a proclamação final de julgamento sobre recurso do vereador Rafael Tavares (PL) em um processo no qual foi condenado por crime de ódio em uma rede social, rejeitando por unanimidade o pedido do parlamentar — e mantendo a condenação.
Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em 2018, Tavares inseriu comentário de cunho discriminatório em uma publicação na rede social, no qual incitava a prática de atos violentos contra homossexuais, negros, japoneses e indígenas.
“Não vejo a hora do Bolsonaro vencer as eleições e eu comprar meu pedaço de caibro pra começar meus ataques. Ontem, nas ruas de todo o Brasil, vi muitas famílias, mulheres e crianças destilando seus ódios pela rua, todos sedentos por apenas um pedacinho de caibro para começar a limpeza étnica que tanto sonhamos! Já montamos um grupo no WhatsApp e vamos perseguir os gays, os negros, os japoneses, os índios e não vai sobrar ninguém. Estou até pensando em deixar meu bigode de Hitler”, diz o trecho, conforme a denúncia no Ministério Público.
Nesta quinta-feira (29), Tavares disse à reportagem do Jornal Midiamax acreditar existir perseguição da Justiça contra políticos de direita no país: “Eu vejo que qualquer político de direita no Brasil hoje está com o alvo nas costas. E, infelizmente, essa é a situação do Brasil, o que, ao meu ver, não é uma democracia saudável, e sim uma clara perseguição do PT em cima da direita”, declarou, citando casos como o de Deltan Dallagnol, Carla Zambelli, Jair Bolsonaro e do filho, Eduardo.
Por fim, o vereador disse que irá tentar reformar a decisão: “Toda briga judicial que nós temos, a gente vai até o fim. Não tem como fazer de outra forma, né? Então, a gente vai lutar com todas as forças que a gente tem. Todos os processos que eu tenho, que são vários, mas o nosso prognóstico da Justiça brasileira, infelizmente, é de uma Justiça parcial, em que a gente não vê um futuro positivo para a direita”.
Na ação, Tavares disse que o comentário foi recortado e tirado de contexto. Na época, o político tentava uma cadeira na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Ele relatou que estava sendo irônico na postagem da rede social.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





